terça-feira, 18 de setembro de 2007

- Pontos quase vivos.

- Reticências.

Ambos morreram, e morreu também o amor.
A mentira não era só uma verdade não ocorrida. Tudo que escreviam, e inventaram, ia se transformando em fato. Real.
Uma história em papel de ofício, ossos, ossos do ofício.
Guardavam depressão em seu livro de cabeceira. Romeu e Julieta. Não só iniciais. Robson e Juliana.
Em partes, pontos, diferentes. A única certeza, era que ele continuaria no quarto de Juliana, que já estava com valor, levando remédios, e lembrando, sem cortes, memórias de sua infância.
Em pontos. Pontos diferentes, da mesma cidade.
Os espíritas, acreditavam em próxima vida.
Talvez, e nunca.
Se referiam aos corpos sem alma.



- Ponto paragráfo.

Papel de trouxa. Papel de ofício.
Robson se matou.
Seu coração estava em transição, sem rimas. Grosso, como os medievais. Egoísta, como um capitalista. Não foi em avião. Nem em uma pista molhada. Sem marcas. Sua pulseira eram reais. Amor sem correspodência.
Escreveu uma carta. Tomou coragem. Talvez , a morte era a única certeza. Certeza incerta.


Sempre te amei.
E quando eu falo sempre, me refiro aquele dia em que você vestia saia nos peitos.
Vestido longo.
Longo e longe de mim.
Talvez meu beijo tenha gosto de nada.
Nada, Isso que sou.
Só damos valor, quando perdemos.
Hoje eu terei valor.
A morte é a única certeza.
Beijos, minha linda. Minha.


A carta chegou na casa dela estrapolando os erros de português, depois dele ter valor. Agora a única certeza era o talvez.
Com seu dom de reformar, e criticar, os sentimentos não mútuos.
Juliana reformava a carta de seu amado, antes de pegar seu carro e sair em pista. pista. sem pistas.


Nunca te amei.
E quando eu falo nunca, me refiro aquele dia em que você apareceu em minha vida.
Respeitos! No meo peito, perto.
Perto e grudando em mim.
Talvez seu beijo tenha gosto de açúcar.
E doce enjoa. Você é doce.
Nunca te darei valor.
É essa a única certeza.
Beijos, meu doce. Meu.


A carta, em papel de ofício, foi encontrada, com um filete de sangue.
A única coisa, de cor, corpo, e cheiro, na carta.
Agora Juliana não era mais ela.
Nem seu amado, que não respondeu seu bilhete. Sétimo. Oitavo era o número de andar. Andou.
Robson estendido ao chão, carregava em sua mão suada, como as gotas da pista. Uma lembrança impressa.
Juliana, não soubera que Robson tinha valor.
Duas multidões faziam círculos em dois pontos da cidade.
Robson morreu. Se matou.
Sem flashs.
Sem barulho. Um vacúo em seu peito, sentia o chão frio.
Era certeza incerta.
Rezou para os espíritas estarem errado.



- Ponto final.

Juliana Morreu.
Ela não sabia que a morte vinha dirigindo um carro.
Pista molhada, molhada como suas mãos, vítimas do nervosismo.
Juliana saboreou a morte, sem ao menos conhecer a perda.
Gosto de Leite! se sentiu criança. Pois era.
Gorfou suas lembranças, em flashs, pequenos. Um jogo de luz memorial, como os filmes que iria assitir.
Retrospectivamente, Mente à mente, retrô.
Papel de ofício à tinta vermelha. Papel de trouxa.
Seus olhos miúdos de peixe. Assim como fingia, quando criança, que estava dormindo. Abriu, abriu-os.
Nunca te amei, lê ela em seus últimos minutos.
Poderia está lendo seus pensamentos. Julieta e Romeu, mas sua história era muito mais triste, fim feliz e surpreendente.
Álcool, não gasolina. Juliana, sem conhaque.
Juliana morreu. ali.Com cinto, sinto muito, sinto de segurança.
Sua cabeça não foi parar no banco do fundo. Não. Sua mente que havia caído.
E os flashs? E os progamas que assitia em noites de natal? Ali estava Juliana. E sua cabeça firme. Erétil. Nem tanto.
Mas Juliana não morreu. Ela não era mais sua memórias. E só. Nem tão pouco Juliana. Ela havia morrido, Juliana.
Um filete vermelho cortava a pista, as pistas, e as entrelinhas.
Amnésia, com acento agudo.
Acordará de sua ressaca no quarto de Juliana.
Olhos negros, mostravam o luto.
Ela havia morrido.
Velório em quarto estranho.
Leu. Letras deprimentes, em um papel, cheio de pontos.
Com seu dom de reformar, criou um sentimento mútuo.
Penúltima linha.

2 comentários:

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