quinta-feira, 9 de julho de 2009

Respostas

Querida,

A verdade é temporal.
o amor é uma verdade.

Te guardei em meu guarda-chuva, até quando podia nos proteger.
Mas acabou ficando pequeno, e eu estava me molhando.
Não havia mais como dividir. Desculpe.
Desculpe se sai e te deixei na chuva,
mas sou fraco, não posso me resfriar. isso é a morte.

Não pegue de suas pedras para me atingir,
e não utlize os espinhos das flores que te dei para me machucar.
Acorde, e veja em seu porta-retrato: As coisas inesquecíveis são eternas.

eu apenas fiquei resfriado.
refriado não é eterno, nem uma verdade.

~

solidão, que nada.

Tristeza é wafer molhado por Tang em lancheira de criança.
-

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Como é medido o tempo?

Foi como se os ponteiros do relógio se congelassem, devido ao frio que entrava pela janela do dia solitário que passava lá fora.
Uma volta no ponteiro era necessário que todo o gelo se quebrasse das lembranças do Tempo,
e só então, ele rodaria lentamente, até que os 19 anos passassem em 24 horas.

Dois textos;

Então a beijou como se fosse a última vez, não havia mais porque contar o que era primeiro.

- Eu te amo. Falou olhando nos olhos. De verdade

Dessa forma, era a primeira vez que ele confirmava um sentimento.
Mas era preciso.
Não poderia mais deixar seus textos incompletos, ou completos por demais.
Havia já esquecido do que era distância.
Já havia esquecido de quem era.
Tomou um lápis, e desenhou. Desenhou enquanto dormia.

~nada havia fotografado aquilo tudo tão bem, como seu coração.

sábado, 27 de junho de 2009

O dia em que eu morri.

Você esta partindo, como uma pipa...

Era um dia cinza, com tons borrados de azul. Um dia ideal para qualquer um morrer.
Tomei uma dose daquilo, e vi que era preciso vomitar.
Eu tentei.
Buscar a morte como um refúgio para o paraíso é perigoso.
Mas me joguei, como um idiota que busca uma coisa melhor, que acredita no céu.
Ohei para cima, e vi que ali não havia nada; além das nuvens cinzas e o reflexo de um mundo.
Agora eu acreditava em Deus.
Cortei.
Como uma criança que corta duas pipas ao ar, e larga a sua, para correr atrás das outras.
Estou correndo.
E tropeço em mim mesmo. E caio ao chão. Eu mesmo me machuquei.
E quanto a cura?

Precisamos morrer mais. para ressucitar. ainda é tempo de colheita.

sábado, 30 de maio de 2009

Interstício 5322

O espaço vazio que nos move a completar.
A fenda aberte entre o corpo e a alma.
Estamos diante à essa brecha todos os dias, basta a nós preencher.
-só não sabemos como.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Colheitas.


Meu coração declama um belo poema.
Um poema meu, que nunca será escrito. Poema egoísta em si, que não se cansa de versos e recortes.
Passo horas e horas cantando e tentando escrever esta linda obra.
Mas é maior que eu - e cabe em mim. Maior que as palavras.
De fato, a grande obra é nossa imaginação. Seria injusto eu escrever este poema, sem deixar que nada escape, ou que o Mundo nos acrescente. O que imaginamos e sentimos é muito maior.
É preciso dicionários e tablaturas para que tudo se torne legível. Enganaria a você caso mostrasse meus versos cheio de onomatopéias de dores e gozos.
Agora não estou mais preso a estrofes, e escuto o poeta dentro de mim declamar bem baixinho em minha solidão. Meu coração declama um belo poema - Que talvez você já mais irá conhecer. Desculpe.
Não posso esconder palavras e números aqui. Hoje eu vou rir e chorar horrores de minhas piadas , de meus filmes, de meus sonhos que nunca foram escritos por falta de espaço. Não estou os velando. Também sou papel. Também sou livro. Leia-me.


Chegue mais perto, escute.
Este é o poema. Meu coração o declama.
É tempo de colheita.

Viaje através de mim por nossos sonhos, cada vez mais cantados.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Interstício 08


Nascer juntos.
Confesso, que antes de mim, isso já existia.
E nunca deixará de existir.
Já passou a ser algo mais que uma data comemorativa. É algo fundamental.
És que estou aqui de novo, antes de estar, antes de ser alma e corpo, e do interstício que as separam.
A infinidade dos anos que me comovem, a infinidade que move as cores - dentro de mim.

Não basta ser colorido. É preciso ter alma. Li que o arco-iris não reflete na água, pois não possue corpoealma , não é matéria. Minha alma, preto e branco, hoje refelete em mim, em mim-água que corre junto ao rio, uma sequência matemática de números de vida, de dias, de experiência.
Daí, nasce eu, de novo, na história atemporal de uma coisa que já existia antes de ser ela, mas foi inventada.
Passar aqui é me manter vivo. É saber olhar pra trás num caminho sem luz.
Não podemos pegar, não podemos enxergar, mas é esse movimento inútil de virar que me une.


Hoje para mim começa mais um ano - 8 de abril.
Feliz aniversário (para mim e para ele)


Juka8.